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Page history last edited by Márcia Menezes 2 years, 10 months ago

Dossiê sobre  Inclusão

 

Unidade I

 

 

Para seu Dossiê de Inclusão

 

          Relate sua experiência com educação especial e/ou com inclusão.

          O depoimento precisa ser sobre processos educativos que vocês mesmos vivenciaram, seja na sua escola, seja na sua sala de aula, seja na sua família ou com amigos. Pode ser feito na forma de texto, audio ou vídeo. Podem incluir registros fotográficos, lembrando porém, que as imagens dos alunos devem ter autorização dos pais ou responsáveis para serem colocadas na Internet. (Caso não tenham por favor editem as imagens, colocando uma tarja sobre os rostos ou outro mecanismo para preservar a privacidade e identidade dos sujeitos.) Um outro aspecto importante é mudar o nome das pessoas envolvidas para preservar a identidade das mesmas.

 

 

Relato de experiência

 

 

 

       Como estamos num constante processo de aprendizagem ao longo de toda a nossa vida, considero que no caso da inclusão, precisamos estar muito mais dispostos a aprender e também nos incluir neste processo. Aprendendo a respeitar as diferenças, conhecer melhor a nós mesmos e também aos outros. Afinal, nós somos seres humanos, e, como a profe Liliana Falou"todos nós passaremos por algum momento de inclusão ao longo da nossa vida, mesmo que esta seja 'temporária"...Também temos como nossos alunos temos muitas possibilidades, uma delas é a valorização das diferenças, do potencial de cada um, adapatando as atividades para atender as necessidades de todos, algo que penso que deve ser construído coletivamente, constar no PPP, no regimento escolar que ainda não contemplam esta questão.

     A experiência que tenho não é apenas  com educação com inclusão, pois, já tive e ainda tenho crianças com dificuldades de aprendizagem, problemas na fala e isso se reflete na escrita, que também precisam de atendimento especializado e há uns dois anos atrás e este ano tenho uma aluna cadeirante. Na verdade, esta criança de inclusão já passou por várias cirurgias e precisa fazer sondagem durante o período de aula, é necessário ajudá-la a manter sua postura e conduzi-la nas dependências da escola, para evitar acidentes já que a adaptações para o acesso dela são precários e insuficientes: a rampa está toda esburacada, não é coberta e os banheiros não estão adaptados. O problema desta é apenas físico e ela está tendo uma boa aprendizagem, é comunicativa, se relaciona bem com todos os colegas, que em vários momentos da aula a auxiliam, por exemplo com o material. Estava com déficit de atenção e foi encaminhada a psiquiatra que a medicou e no momento consegue se concentrar durante a realização das atividades.

     Me preocupo muito com todos os meus alunos e procuro lidar com as várias situações que se apresentam naturalmente, sem superproteger ninguém, tentando integrá-los ao máximo. Quando alguém esta com dificuldade em realizar alguma atividade eles interagem, trocam idéias enfim, um ajuda o outro. Como é muito visível algumas dificuldades enfrentadas pela minha aluna de inclusão, criamos algumas regrinhas que nos ajudam a respeitar o espaço e os sentimentos dos colegas da turma e da escola e quando sinto necessidade, nós paramos e conversamos sobre alguns questionamentos das crianças em relação a própria vida e a vida dos outros também. Por exemplo: Sobre estar triste, não querer comer merenda, em algum momento não estar afim de conversar com os colegas, que na verdade em algum momento todos nós passamos. Procuro ilustrar a conversa com uma história, pensar sobre o podemos fazer para ajudar nestes momentos.....

 

Unidade 2 - Políticas Públicas Brasileiras em Educação Especial e o Projeto Político - Pedagógico da Educação Inclusiva

 

Para seu Dossiê de Inclusão

 

A proposta de atividade desta unidade é uma continuação daquela inciada na unidade sobre a história.  Busquem informações sobre suas escolas e redes de ensino onde trabalham, indicando se identificam a presença de alunos com deficiência ou necessidades educativas especiais nessas instituições. Elaborem um texto no qual vocês apresentarão os dados de uma escola específica, indicando total de alunos e docentes, etapas de escolarização, alunos da educação especial presentes (quais? quantos? com que tipo de atendimento?). Elabore um comentário que integre a realidade descrita e os pontos centrais que identifica nos textos lidos.

 

A escola e a sua prática

   

  Vou analisar a Escola Municipal de Ensino Fundamental José Schmidt, onde atuo há quatro anos. A minha escola está situada em área que ainda é considerada rural. Esta instituição de ensino atende 79 alunos de pré-escola a quarta série sendo que comprovadamente com laudo médico apenas duas inclusões: uma é síndrome de down e outra é cadeirante, existem ainda: um aluno que apresenta algumas características de dislexia, por exemplo, não retém informações, e por isso não se alfabetizou e já esta repetindo pela terceira vez o segundo ano; começou há duas semanas um aluno que segundo informações e conversas quer tive com colegas apresenta sintomas de autismo, e que foi encaminhado para a psicopedagoga que encaminhará para uma avaliação do neurologista. Também um aluno com quinze anos que está na quarta série em função  de promoção e no momento não apresenta maturidade cronológica para sua idade e não tem laudo médico. Algumas crianças com dificuldades de aprendizagem que foram encaminhadas para o atendimento do NAE e também para o reforço, mas estes não tem laudo médico.  Sendo que temos seis professoras em sala de aula, duas professoras para substituir e atender a hora atividade, coordenadora pedagógica com oito horas semanais e a diretora da escola. Para toda a equipe que trabalha na escola esta sendo um grande desafio fazer os encaminhamentos para os profissionais especializados  e poder de alguma forma contribuir com ao crescimento e aprendizagem dos nossos alunos, entender como eles pensam e promovendo interações que possibilitem a aprendizagem.

      Assim como acontece com  algumas colegas acontece comigo também em relação a preocupação com as crianças de ritmo mais lento e que muitas vezes temos suspeitas de deficiência mas que sem um laudo médico se torna difícil saber: como proceder? se há maneiras de ajudá-las? como fazer isso? Enfim, nos angustiamos e vamos em busca de respostas ou soluções e algumas vezes o tempo passa e nada acontece, pouco podemos fazer...E também esta dificuldade em conseguir a parceria dos pais acontece em nossa escola, é difícil para alguns aceitar, inclusive, dificuldades de aprendizagens onde muitas vezes não há comprovação de deficiência, mas se a escola não toma medidas para superar estas dificuldades acabam promovendo mais e mais reprovações....

       Mas penso que apesar destas dificuldades precisamos continuar buscando respostas e alternativas para minimizarmos estes problemas e temos algumas famílias com tantas dificuldades que o pouco que conseguirmos mobilizá-las em favor de seus filhos deve ser comemorado como uma grande vitória. E, para tentar responder a tua pergunta, segundo a minha opinião que pode estar equivocada:

       Se a família vira as costas para um filho que necessita de uma atenção especial como nos casos de inclusão também está \"doente\", passa por grande sofrimento e precisa de ajuda, precisa ser resgatada e se a escola articula conselho tutelar por exemplo, poderá afastá-la ainda mais. Ainda acredito que precisamos buscar e procurar valorizar a família e a criança de alguma maneira para que percebam na escola um apoio e passem a se integrar mais e para que sintam que, apesar das diferenças são seres de direitos e também de deveres.

\" Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha.\"

 

(Carl Rogers)       

       E, para mim estabelecer um parâmetro entre o texto e a escola, poderia afirmar que se encaixa na descrição dos edifícios, pois, apesar da boa vontade dos professores é difícil fazer um bom trabalho, Falta qualificação, muitas vezes não há recursos disponíveis na escola.      Penso ser extremamente necessário e urgente investimentos tanto na formação quanto na adaptabilidade dos prédios e na disponibilidade de materiais para a oferta de qualidade do ensino de inclusão, sem isto será muito difícil que aconteçam melhorias. É fundamental avanços que digam respeito também ao cumprimento das leis.

 

Unidade 3 - Serviços de Atendimento Educacional Especializado

 

Para seu Dossiê de Inclusão

Parte A) A partir da pesquisa iniciada sobre a educação especial no seu município, descreva quais serviçoes especializados existem  no mesmo e quantos alunos são atendidos por estes serviços.

 

Atendimento especializado no município de Nova Hartz

      No município de Nova Hartz, temos o NAE, Núcleo de Atendimento Especializado. O NAE conta com a ajuda de uma Psicopedagoga, uma Pedagoga, uma Fonoaudióloga e uma Psicóloga, que atendem hoje 357 alunos e ainda realizam encontros mensais com todos os profesores dos 2º anos da rede municipal. Sendo que,  temos alunos da nossa escola tendo o acompanhameto de todos estes profissionais que mantém todas as escolas informadas  dos dias e horários de atendimento dos alunos e também em relação em realção ao processo de aprendizagem e a procedimentos que podem ajudar a promover a aprendizagem destes alunos. Ao mesmo tempo em que ficamos felizes com o atendimento dos nossos alunos, ficamos apreensivos e proecupados com a demanda de atendimetos que sabemos que existe no município e que estes profissionais muitas vezes precisam deixar na fila de espera destes atendimentos e também sabemos que a cada dia existem novos encaminhamentos para avaliação e posteriormente realizar o atendimento especializado necessário. é lamentável que isto aconteça, mas é bem compreensível se analisarmos a situação da carga horária dessas profissionais, pois três delas tem apenas vinte horas semanais para dar conta de tudo e, assim não é possível.

     Na área da Psicopedagogia, são atendidos alunos na fase da alfabetização, de segundo e terceiro ano e também alguns de terceira série, totalizando 41 alunos. Além desses, outros 16 alunos fazem parte dos grupos de estudos sobre Dislexia, que recebem atendimento específico e aprendem uns com os outros, já que esta é a primeira vez que o município realiza este tipo de atendimento. Segundo relato da psipedagoga para a diretora da nossa escola "elas estão aprendendo mais sobre a dislexia e sobre como trabalhar com este aluno e eles estão tendo a oportunidade de se conhecerem melhor, de aceitarem-se como são e de perceber que não são os únicos".

    Também os encontros mensais com os professores dos segundo ano tem como objetivo dar apoio a estes profissionais, inclusive, sobre a dislexia, pois é nesta fase escolar que os alunos dos grupos de estudos se encontram. É um momento de reflexão, de tirar dúvidas, de questionar, de trocar experiências e ideias. É um encontro riquíssimo, elogiado por muitos professores que conversei. Esta iniciativa vai ajudar muito esses profissionais a planejarem suas aulas levando em consideração o que cada aluno deve realizar para construir conhecimento, já que todos são diferentes. Em relação a estes encontros, participei no ano de 2007, quando  trabalhei com uma turma de segundo ano e considero de fundamental importância para esta etapa inicial do processo de construção do conhecimento e até mesmo para o ano seguinte, terceiro ano onde damos continuidades a este processo.

     A Psicóloga atende hoje duzentos alunos de toda rede municipal, desde as EMEI até as EMEF. Eu já tive e ainda tenho alunos que estão tendo acompanhamento da psicóloga em alguns casos se percebe a melhoria  logo após o início dos atendimentos , alguns um tempo depois e também existem aqueles mais difíceis em que chegamos ao final do ano sem perceber a evolução e de cada caso em particular se faz um parecer relatando as dificuldades e evoluções. Eu tenho por exemplo a minha aluna cadeirante que tem o acompanhamento da psicóloga, que chamou a mãe para conversar e ligou para a escola para conversar comigo e deu algumas sugestões para integrá-la mais nas atividades propostas que segundo ela a minha aluna se sentia muito sozinha, sem amigos.

     A Fonoaudióloga atende cem alunos também de toda rede municipal. Seu trabalho é direcionado a avaliações e acompanhamentos e quando necessário, os pais são chamados e orientados sobre como pederão ajudar seus filhos com atitudes simples, porém muito importantes para o desenvolvimento da criança. Tenho um aluno sendo atendida por esta profissional desde o início do ano e percebi sua melhora na fala e na escrita desde os primeiros atendimentos, isto me deixa muito feliz. 

     Também esta sendo criada uma turma de aceleração, onde alunos em defasagem idade-série, terão atendimento três vezes por semana nesta turma e os outros dois nas suas turmas normais. É mais uma tentativa para promover a aprendizagem  destas crianças.

     Todas as profissionais do NAE são pessoas muito dedicadas e um apoio muito importante para nós professores no sentido de oportunizar este atendimento especializado para os nossos alunos que necessitam.    

      Segundo conversa com a psicopedagaoga do NAE existe muito a avançar no nosso município, mas já foram dados os primeiros passos e o atendimento já melhorou muito, no entanto, será necessário ampliar o atendimento para atender mais satisfatóriamente toda a demanda existente e para isto acontecer será necessário um número maior de profissonais especializados.

     Penso que além do atendimento do NAE, faz-se necessário materiais adequados e qualificação para nós professores trabalharmos mais satisfatoriamente com estes alunos com necessidades especiais e oportunizar de fato a inclusão em nossas es também nas escolas.

 

 

 

"Parágrafo único. O atendimento escolar desses alunos terá início na educação

 

infantil, nas creches e pré-escolas, assegurando-lhes os serviços de educação

 

especial sempre que se evidencie, mediante avaliação e interação com a família e

 

a comunidade, a necessidade de atendimento educacional especializado.."

 

Parte B)  ESTUDO DE CASO : O caso a ser estudado é de uma menina diagnosticada com  mielomenigocele frequentando o 3o. ano.

Unidade 4 - Deficiência Física

 

 

Estudo de Caso

Sua tarefa nesta unidade será iniciar o registro escrito de seu "Estudo de Caso", você deve definir quem será o sujeito de sua pesquisa e registrar as informações.

Note que o sujeito por você escolhido não precisa estar relacionado com a temática desta unidade ou com as próximas. Procure algum caso na sua instituição, ou numa instituição vizinha ou ainda um aluno multirepetente ou com dificuldades de aprendizagem. Lembre-se: escolha para seu estudo de um determinado sujeito do cotidiano de sua prática pedagógica (como informado na Unidade 3).

Você pode começar contemplando os seguintes pontos:

1) Dados de identificação do sujeito

- nome (fictício), idade, situação familiar, profissão dos pais e condições socioeconomicas da família.

 

- Dados da aluna:

     Nome: Fabi

     Idade: 9 anos

     Terceiro ano

     Escola que estuda: Escola Municipal De Ensino Fundamental José Schmidt

     Data de ingresso na escola: 200                                                       

 

        A Fabi ingressou em nossa escola no ano de dois mil e cinco na turma da pré-escola. Já foi minha aluna no ano de dois mil e sete e este ano é minha aluna novamente. Ela é portadora de deficiência física, é cadeirante, já passou por muitas intervenções cirurgicas, já sofreu alguns acidentes, inclusive um na escola.

     A Fabi também me relatou que quando está sozinha ela adora: desenhar, assistir DVDs desenhos, filmes e diz que foi muito legal quando a mãe conseguiu comprá-lo, mas ela sonha em ter também um computador, pois, tem aula de informática na escola e acha muito "schow".

     A Fabi esta crescendo e aos poucos se tornando mais independente, por isso há alguns meses ganhou um telefone celular que foi programado para despertar nos horários em que precisa tomar algum remédio, fazer sondagem, fazer enema e assim sua mãe não precisa estar sempre controlando e lembrando estes momentos (ela faz isso sem que a Fabi perceba, foi uma orientação da psicóloga).

       Os momentos difíceis da vida da Fabi são difíceis também para os colegas da turma e da escola e para mim enquanto professora, pois, me preocupo muito com todos os meus alunos e em especial com ela, quero vê-los bem em todos os aspectos e faço o máximo que posso para isso com certeza. Aprendo muito com meus alunos e quando acontece de termos uma aluno aluna como a Fabi aprendemos ainda mais a valorizar e respeitar a vida e cada minuto dela.

Em conversa com a mãe da minha aluna descobri que ela nasceu com paralisia em função de uma doença chamada mielomenigocele que provoca má formação causada pela falta de uma proteína no corpo da mãe, cujo nome não lembrou, ( acido fólico). Relatou que devido à doença a Fabi já teve hidrocefalia e colocou válvula no cérebro para drenar o líquido que fica depositado e que provoca fortes dores de cabeça. Fez também cirurgias da bexiga e intestino que, inclusive, não sairam como os médicos tinham previsto. Outras cirurgias terão que ser realizadas. Os riscos, no entanto, são muito grandes, pois apresenta reações a anestésicos e luvas cirúrgicas. Para entender melhor o que aconteceu com a minha aluna realizei uma pesquisa sobre a doença na internet e pude constatar que a Fabi já passou por muitos sintomas ou complicações e tratamentos decorrentes da evolução da doença.

     Em relato a mãe fala do sofrimento da família a partir do momento em que foram informados da má formação de sua filha. Inclusive, da dificuldade de aceitação do problema, principalmente, por parte do pai que logo após o nascimento da menina pediu a separação. Mas ela diz que sempre cobrou a responsabilidade de pai e no momento ele está mais presente, aprendeu os procedimentos de sondagem e enema o que permite que ele possa levar a menina passar alguns finais de semana com a sua nova família. Ela também se casou novam,ente e tem outro filho de dois aninhos e relata que o padrasto da Fabi cuida dela com muito carinho e a considera como sua filha.

     A mãe conta que é difícil ver em muitos momentos o sofrimento da sua filha sem poder ajudá-la com suas próprias mãos, pois depende da ajuda de muitos outros profissionais. Segundo ela aprende muito com a força de vontade e a esperança de vida da menina e luta para vê-la feliz. Já brigou muito para garantir um atendimento digno que acredita que a filha deve ter na área da saúde e da educação e diz que às vezes se sente cansada, mas jamais vai desistir disto enquanto ela estiver viva.

 

Aspectos motores e distúrbios da sensibilidade provocados pela doença:

     Segundo informações numa pesquisa que realizei sobre a doença que provocou a deficiência da Fabi descobri que:

"A criança com mielomeningocele pode apresentar graus variáveis de paralisia e ausência de sensibilidade abaixo do nível da lesão medular, com preservação da parte superior do abdome, tronco e braços.

     Torna-se importante a assistência precoce em reabilitação para prevenção das deformidades ortopédicas: pé torto, deslocamento do quadril, diminuição das amplitudes articulares, deformidades no tronco (cifoscoliose), entre outras". Inclusive, a Fabi teve uma troção no seu pé direito há uma duas semanas atrás e a sua mãe só percebeu no momento do banho, pois, ela não tem sensibilidade abixo do nível da lesão medular. Ainda hoje está com seu mpé enfaixado e tem revisão com o ortopedista.

     "A sensibilidade também pode ficar prejudicada (sensação de pressão, fricção, dor, calor, frio), por isso é importante ter cuidado com a temperatura da água durante o banho, não utilizar calçados apertados e examinar sempre os membros inferiores, especialmente os pés, em busca de possíveis ferimentos."

     A ausência de sensibilidade pode ocasionar lesões na pele, denominadas úlceras de pressão (escaras) que podem ser prevenidas com constantes mudanças de posição corporal e manutenção da higiene da pele." Também agora em função do frio, tem momentos em que ela está gelada e diz não sentir frio. Conversei com sua mãe, pois isso me preocupou e ela está vindo mais agasalhada: usando luvas, blusas de lã, toca de lã e pantufa.

 

Abaixo está o link com informações sobre a doença:

 

 

Mielomeningocele - o que é isto?

 

 

 

Unidade 5 - Autismo

Caros/as Alunos/as,

estamos iniciando uma trajetória de descoberta que envolve um grupo de alunos que tem sido muito desafiador quanto ao conhecimento psicológico e quanto às práticas pedagógicas. Trata-se de um grupo muito diversificado, que tem recebido diferentes nomes ao longo da história: autismo, psicose infantil, transtorno global do desenvolvimento, para citar alguns.

Solicitamos que você assista a um video que aborde o assunto.

 

 

          Segundo o texto, "Autismo: Atuais interpretações para antigas observações" de Cleonice Bosa, esccrever sobre autismos tem sido historicamente desafiador. É alvo de muitas pesquisas, permeado de muitas incertezas que unem profissionais de várias areas, trabalhando coletivamente. Mas concretamente, ainda se sabe muito pouco.

 

          Os primeiroas estudos foram reliazados por Kanner (1943). "Kanner constatou uma inabilidade no relacionamento interpessoal nas crianças que ele atendia, que as distinguia de outras patologias como a esquizofrenia: “o distúrbio fundamental mais surpreendente, “patognômico”, é a incapacidade dessas crianças de estabelecer relações de maneira normal com as pessoas e situações desde o princípio de suas vidas” (p. 242.). Para Kanner, tal comprometimento se fazia evidenciar pela dificuldade em adotar uma atitude antecipatória que assinalasse ao adulto a vontade deser pego no colo (ex: inclinar o rosto, estender os braços e após, acomodar-se ao colo); um “fechamento autístico extremo” que levava a criança a negligenciar, ignorar ou recusar tudo o que vinha do exterior Outra característica observada foi o atraso na aquisição da fala (embora não em todas) e uso não-comunicativo da mesma, isto é, a linguagem não era utilizada enquanto instrumento para receber e transmitir mensagens aos outros, dotadas de sentido, sendo que três das crianças permaneciam “mudas” até aquela data." Dificuldades na atividade motora global, contrastando com uma surpreendente habilidade na motricidade fina (evidenciada, por exemplo, na habilidade para girar objetos

circulares).  Para esse autor, a insistência obsessiva na manutenção da rotina, levando a uma limitação na variedade de atividades espontâneas, era uma das características chaves no autismo.

Unidade 6

Estudo de Caso

Sua tarefa nesta semana será dar continuidade ao registro escrito iniciado contemplando : 

  •  Comportamentos observáveis na escola sobre:

- relacionamentos: com professores/as, funcionários, colegas, outros;

- questões de aprendizagem, ;

- movimentos para a inclusão da escola (avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio);

 - movimentos para a inclusão do aluno; e

- envolvimento da família no processo de inclusão escolar.

* Você pode acrescentar outras informações que achar relevantes e/ou necessárias em cada uma das partes desta atividade.

** Lembre-se que esta é uma atividade cumulativa. O prazo para postar esta tarefa no "Dossiê de Inclusão" de Inclusão é 21/06. 

 

 

     Observa-se que a fabi está bem adaptada ao ambiente escolar. Apesar das dificuldades a Fabi é uma menina muito simpática, está na maior parte dos dias de bom humor, gosta de conversar e brincar com os colegas e se dá bem com os colegas que também gostam muito dela e ajudam a cuidar dos seus materiais, por exemplo, quando estes caem no chão. Segundo a própria Fabi, o que deixa ela triste é não poder ir na casa das amiguinhas e receber poucas visitas em sua casa, e por isso, as vezes se sente sozinha e prefere estar na escola. Sugeri para a sua mãe conversar com as mães de colegas da turma para combinarem algum dia da semana para trocarem visistas e isso acontece de vez em quando, pois, segundo ela fica difícil todas as semanas.

     No entanto, pecebo que muitas vezes os colegas a superprotegem, dizendo que ela não pode, não sabe ou não consegue, dessa forma tentando evitar que ela seja de alguma forma constrangida. Sempre tentamos dizer aos colegas que todos estão ali para aprende e que dessa forma temos que tentar mesmo que erramos nas priemeiras vezes, isso é normal, todo erram. Essa proteção da turma faz com que a Fabi se acomode e em alguns momentos não participe de algumas atividades. Inclusive na hora do recreio, ela fica muito sozinha, apenas observando os demais colegas, mesmo quando deixamos disponíveis para ela jogos de memória ou outros dos quais ela tem facilidade e gosta de jogar. Algumas vezes ela chama para brincar  os colegas menores das outras turmas.

       A fabi está no terceiro ano,  esta lendo e einterpretandio bem, e não necessita de atividades diferenciadas, apenas material concreto como os demais alunos da turma. Quanto a aprendizagem, ressalto que ela não tem dificuldades.

      A família mostra-se  muito participativa e interessada no progresso da Fabi. Sempre que chamados a escola os pais comparecem  e buscam encontrar, junto com a escola, alternativas para que o desenvolvimento da menina seja o melhor possível.

 

 

 

Unidade 7 - Práticas Pedagógicas em Educação Inclusiva

 

Estudo de Caso

Sua tarefa nesta unidade será dar continuidade ao registro escrito iniciado  contemplando os seguintes pontos:

  • Avaliação

a)      Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?

b) Quais as contradições em relação ao que foi observado?

c) Como é feita a avaliação do sujeito da pesquisa durante o ano letivo (parecer descritivo, por exemplo)?

d) Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?

  • Conclusões: faça um fechamento do estudo de caso, com uma reflexão sua sobre o mesmo. 

* Vocês podem acrescentar outras informações que acharem relevantes e/ou necessárias em cada uma das partes desta atividade.

 

 

 

 

Avaliação

           Lendo os textos sobre a avaliação de pessoas com NEES,  percebi a necesidade de se usarmos dispositivos diferenciado para avaliarmos os nossos alunos de inclusão. Constatei que não é bem isto que acontece nas niossas escolas nso casos de inclusão, pois, cada professor faz a avaliação que considera mais conveniente mas no final tem que prevalecer a nota, onde normalmente o aluno consegue atingir apenas a média, isso quando consegue, para ser aprovado para a série seguinte. Sendo que nos casos de inclusão,  em alguns casos, depois de ficar pelo menos dois anos numa mesma série, o aluno terá a média necessária para ser "promovido" para a série seguinte..

 

     Mas Já foram dados os primeiros passos no sentido de melhorar a inclusão nas escolas do município, já existem algumas orientações por parte das coordenadoras pedagógicas no sentido de se realizar atividades e avaliação diferenciada, através de parecer descritivo, também, o NAE faz seu parecer dos alunos que estão em atendimento. No final do ano letivo deverá ser encaminhado junto com a nota do aluno o parecer feito pela professora titular, a partir dos outros pareceres recebidos. Então, este deverá ser anexado na ficha do aluno para ser encaminhado no ano seguinte a nova professora.

 

Existem enumeras contradiçõespois, segundo os textos, deveríamos avaliar os alunos levando em conta suas reais possibilidades e crescimentos obtidos dentro do contexto em que está inserido.

 

 

 

 

 

 

 

             

 

Comments (3)

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 10:08 pm on Apr 14, 2009

Olá, Marcia, muito bem lembrado a fala da professora Liliana, que nós em algum momento de nossas vidas passamos por processo de , que devemos aprender a respeitar as diferenças. Pelo teu relato vemos que estas conseguindo conscientizar os teus alunos a serem acolhedores a respeitar e ajudar sua colega, fazendo com que se sinta a vontade,segura, inserida na sala de aula, ajudando-a no desenvolvimento cognitivo e social.
Abraços
Maria del Carmen

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 11:32 pm on May 30, 2009

Olá, Marcia, primeiramente, fico feliz que tenhas solucionado o problema do pbwiki. Estão faltando as seguintes atividades:
- 3 : completar atividades
- 3B: identificar o sujeito a ser pesquisado
- 4 : perfil do sujeito
- 5 : historia de vida do sujeito (em andamento).
Estou preocupada com teu sumiço, por favor nos constate de estas com alguma dificuldade ou problema em realizar as tarefas.
Abraços
Maria del Carmen

liliana said

at 10:39 pm on Jun 24, 2009

Marcia

parabens pelo trabalho, mas noto que faz umas 3 semanas que nao entras aqui...estas com algum problema?
abraços
liliana

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